Trabalhando as experiências do usuário
Postado por Marcelo Freitas | Tags: marketing 360, consumidor, experiência, coca-cola

Na parte da tarde foi a vez de Gian Marinez da Coca-Cola (Case Coca-Cola) de falar sobre esse novo consumidor. Neste caso em especial, a Coca-Cola já é por si só. Quando você pensa em refrigerante, adivinha qual o primeiro nome que vem à sua cabeça? Fazendo uma analogia com a palestra de Gustavo Reis, a galera das antigas se hoje pensasse numa bicicleta, obviamente pensaria numa Caloi. Afinal de contas, quem nunca quis (ou ainda quer) uma Caloi? Mas voltando a pensar em Coca-Cola... Como trabalhar uma marca que já se basta? As campanhas tradicionais já são coisas que, como diz a gíria, já estão no sangue.
Partindo desse pensamento, a Coca-Cola passou a trabalhar com a experiência do usuário. Como assim experiência do usuário? Como disse Gian, quando falamos da casa de nossa avó sentimos logo de cara o cheirinho do sofá da casa dela. Ou, no caso de um suco, o prazer de ir à cozinha e preparar um delicioso suco praquela pessoa que você ama. Como trabalhar essas experiências a favor da marca?
Então, se pensarmos nas palestras da manhã e juntarmos com esta, vemos que o sentimento e as experiências do usuário contam muito alto na hora de avaliar um projeto. Óbvio que levar esses fatores como definidores de um projeto seria muito arriscado. O lance é usar esses fatores como agregadores na concepção do mesmo.
Um exemplo dado por Gian foi a campanha “Quem foi o melhor: Maradona ou Biro-Biro?”. Mas porque o Biro-Biro? Se comparássemos o futebol dele com o gênio Maradona, imaginaríamos o que poderia acontecer. Mas o Biro-Biro é justamente aquela figura com aspecto de boteco, um cara que veio de baixo, que lutou pelo seu espaço e, mais importante, querido de todos. Se analisarmos bem, o brasileiro é exatamente assim. O brasileiro é aquele que não desiste nunca, onde a esperança é a última que morre, aquele povo sofrido, que sofre até pra conquistar uma Copa do Mundo tendo o melhor time do planeta. A campanha foi obviamente um sucesso.
Mais uma vez fica comprovado que hoje o usuário precisa ter voz ativa. Bastante ativa.

